A calma.

Já os pássaros de regresso aos ninhos.

O sol com seus raios na colorida fusão,

afasta-se da cidade aos sons dos sinos.

O som da Ave Maria vem com emoção.

Ajoelha-se um simples e feliz cidadão,

silencia em reverencia ao espetáculo,

diante tanta beleza do Pai da criação,

no mágico instante vê-se no cenáculo.

De pé, abre os braços amplia a visão,

ao longe a cidade reflete-se nas cores,

agradecido entoa uma velha canção,

que aprendera para amenizar dores.

Calam os sinos silencio dos pássaros,

a buzina estridente estresse da noite.

com paciência segue leve seus passos,

ainda embevecido com todo o deleite.

Toninho.

19/11/2017

 

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Um barco pela tarde é a inspiração,
no cais em total silencio adormecido.
sob a inércia iminente como prisão,
saboreia os ventos vive entorpecido.
Todo barco sabe os encantos do mar,
no singrar das águas na imensidão.
Na noite escura só a lua a iluminar,
um argonauta solitário na desilusão.
Barco é a nostalgia que veio visitar,
com lembranças ainda que tardias,
viagens de outrora no azul do mar,
são emoções oxidadas pela maresia.
A noite cairá sobre o barco na praia,
enquanto eu nesta estranha emoção,
serei junto ao barco fiel companhia,
já o lume do farol ilumina a solidão.

Toninho

06/10/2017

Inspiração na foto gentilmente cedida por Piedade Araújo Sol, que sempre tem um olhar especial para o por do Sol de Portugal. Confiram no link olharemtonsdeflash

 

Meu verso pronto.

olhos

O teu sorriso será minha poesia,
em versos rebuscados lapidados,
numa inspiração feliz da elegia
daqueles poetas bem iluminados.
Que será a poesia na inspiração
linda como no pântano os lírios.
Como uma flor branca do sertão,
o mandacaru, como um colírio.
Ocultas tua face, na boca o doce
encontro. Nas entrelinhas beijo.
Misteriosa que em mim és posse,
desvendados segredos e regozijo.
Bem que te vi vir na elegância,
na rima romântica e sedutora,
tive delírios, ardi febril, ânsia,
o beijo da mulher encantadora.
Toninho
14/07/2017